sexta-feira, 26 de outubro de 2007
o frio e suas reações
Diálogo entre Gia e Your Lady Boy:
Gia: Já vou, tenho que ir, sentir o que eu mais "gosto" : FRIO
Lady Boy: tá frio?
Gia: de noite e de manhã cerca de uns 11 graus (o que não é frio para o que me espera), mas eu já falo e sai fumaça (e lembre-se que eu não fumo), e de repente os dedos das mãos ficam dormentes e eu começo a me bater como reação à hipotermia. Lá no final eu vejo um ônibus e rezo pra ser o meu.
Lady boy: quando você tá com frio faz o que?? BEBE??
Gia: quando tem bebida, eu bebo. quando não.. eu pulo, sinto dor, assopro a minha mãe, dou aquele sorriso travado, afinal de contas tenho que manter a clase e evitar que todos me vejam quase deslocando o maxilar da tremedeira, e subo em qualquer ônibus, independente do destino só pra me esquentar...
p.s.: as falas de Gia merecem sempre descontos
8ª Festa do Cinema Francês
posso dizer que isso ERA um sonho de consumo de Gia...
o conjunto de Festa + Cinema + Francês + FRANCESES ....
(Gia não fará mais comentários)
(cut and paste) "É um festival de antestreias. Um fogo de artifício de longas-metragens, 28 ao todo, que apresenta as mais importantes obras francesas do ano. Filmes para o “grande público”, mas também filmes independentes, primeiros filmes, de todos os estilos e géneros, apresentados pela sua qualidade, originalidade, modernidade e potencial comercial. " ( http://festadocinemafrances.blogspot.com )
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
multi significados

este, geralmente apresenta apenas um: as necessidades fisiológicas clamando para seguir o curso natural.
Mas a multi significação existe, na europa, a frase: vou ao banheiro carrega algo mais...
, na verdade, opções....
ou você irá realmente utilizar aquela saleta, ou simplesmente beberá água.
No início, para Gia, era um pouco constragedor, ir ao banheiro e beber água, esperava sempre que não houvesse ninguém e se reprimia um pouco, mas um belo dia, aquela executiva de terninho e cabelos escovados, lindamente abre a torneira e dá aquelas goladas.
Moral da história: Gia jamais se reprimirá!!!
p.s.: mas continua engraçado, olhar pro amigo e ouvir:
- vou beber água
e vê-lo entrar numa porta que indica sanitários.
sábado, 13 de outubro de 2007
segundo Saramago, a consciência tranquila leva a um sono tranquilo
Os brasileiros se reúnem para irem juntos, e Gia arranja uma companheira de aventuras, e a primeira decisão é por "pura distração" se perder do grupo maior e acabar fazendo um reconhecimento de área mais abrangente para observar os integrantes da comunidade local.
A pontualidade da festa até assusta um pouco os costumes de Gia, pois começou e terminou exatamente na hora marcada, das 21:00 às 00:00.
00:01 e nem uma musiquinha, nem saidera, nem a última, nem um repeteco.
A aventura em questão se trata do retorno a casa, esse trajeto que é tema de tantos textos em várias linhas de pesquisa, seja antropológico ou religioso.
Esperar um ônibus da rede da madrugada que só passa a cada uma hora não é tão interessante assim, especialmente com um leve frio.
Logo, o que fazem essas duas em busca de soluções rápidas?
Pegam o primeiro ônibus que passa, não importa pra onde, o importante é que lá dentro está quente, e a conclusão é que se chegarem ao ponto final, pegam outro até amanhecer e o metrô voltar a funcionar.
A descida do primeiro ônibus que deu a volta ao mundo em três horas, levam estas pessoas a mais uma parada de ônibus, e mais uma espera,e por incrível que pareça (ou acaso, ou destino, ou Deus, ou seja lá o que for), o ônibus de casa eis que surge.
Um sorriso estampa a alma e a face de ambas, que sobem e conseguem um lugar aconchegante no bom ônibus. Tão quente, depois de esperar tanto, depois do cansaço, e ainda falta tanto pra chegar que ambas dormem. Isso mesmo: a consciência tranquila de Saramago, já que tudo estava resolvido, se tranformou em um sono que passou a parada de casa.
Quando os olhos se abrem, e Gia observa um lugar não conhecido, a amizade e companheirinsmo brotam nas frases seguintes trocadas num breve diálogo:
- Duas jumentas...
- Como foi que a parada passou?
- Desce, desce, esse é o ponto final
- O que eu fiz pra merecer pegar outro ônibus?
sim, mais um ônibus faz parte dessa busca pela casa, e Gia, muito inquieta pela necessidade da chegada olha pra companheira e diz:
- Também quando esse ônibus parar, e eu descer, eu vou correndo pra casa, literalmente correndo, tá muito friio.
A parada chega e o desempenho olímpico de Gia tem um ótimo desenvolvimento até que
... no meio do caminho tinha uma escada, tinha uma escada no meio do caminho...
o acidente foi certo, e a pressa em continuar a corrida sem nem olhar para o motorista e todos os passageiros era a melhor decisão a ser tomada. (madrugada e o ônibus estava lotado com pessoas que iam trabalhar, acredite ou não)
A companheira tentou ajudar, mas fazer o que se o ataque de riso impede algumas ações simples, enquanto Gia usava uma das melhores táticas criadas ara situações de crise: fingir que nada aconteceu.
Enfim, Gia chegou em casa, com o joelho afetado, mas a tranquilidade para dormir na hora certa.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
sungas

quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Gia - Porque eu posso ser quem eu quiser...
mundo novo (paradoxo, afinal, aqui é conhecido como o Velho Mundo), vida nova
e como já disse um grande sábio Tiago Dantas: eu posso ser quem eu quiser
Gia desembarcou no aeroporto de Lisboa, e agora neguinho, ninguém segura...
sabe qual a resposta que ela deu a pergunta
" onde porra eu tô? "...
- " Não importa... será o melhor"
e ela saiu, encontrou uns conhecidos e foi pra o Velho Mundo, querendo olhar cada prédio, cada ruela, cada pessoa, cada carro, cada sotaque, cada diferença e cada igualdade, sem parecer é claro, uma tabaca lesa, afinal, estamos falando de Gia, uma abusada...
O fluxo levou-a para o Mosteiro Santo - O novo, que seria um tanto indescritível de tão grandioso e receptivo. Uma residência universitária que funciona com quartos duplos, triplos, ou quádruplos, cozinha compartilhada (lá na puta que pariu), visitas regulamentadas, e muito muito muito longe da universidade... (mesmo levando-se em consideração a rede de trasnportes -metro e ônibus - do primeiro mundo)...
mas o ritmo era de não posso parar - não posso parar (slogan by rosas), e a ida até a universidade para o cadastramento e burocracias mostra que talvez seja necessário outro lugar...
. comprar jornal
. selecionar apetamentos
. ligar
. sofrer bloqueios (alguns já alugados, outros jamais seriam para estudantes)
. marcar visitas
. visitar
. ver o lugar perfeito
. fechar negócio
quando ela volta ao mosteiro para fechar a mala que nem dessarrumou e dormir antes de se mudar é que mais uma vez os pensamentos teimam em aparecer, as impressões de um dia no Velho Mundo* e lembranças boas fazem ela dormir...
*as impressões de um dia no Velho Mundo:beleza rústica, beleza moderna, gente linda, mas também os sempre feios, muita gente velha, alguns que fedem, muita coisa normal: roupas normais, trânsito normal , pessoas simpáticas e pessoas hostis, o sotaque é um pouco engraçado, e a concentração é boa para o bom entendimento. O céu estava um pouco cinza, mas Gia não liga pra isso, porque pra ela tudo é colorido...
e ela também sabe que todas essas impressões mudarão dia após dia, algumas serão melhores, outras piores, outras só mudarão.
Vamos ver o que o tempo guarda.
Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo pra ir
(rima no começo é de lascar)

