sábado, 13 de outubro de 2007

segundo Saramago, a consciência tranquila leva a um sono tranquilo

Calourada unificada de Lisboa (eu sei que isso soa um tanto quanto tosco) faz parte da agenda cultural da cidade e Gia, como seu intuito de participar dos hábitos locais vai lindamente para o tumulto com sei lá quantas mil pessoas.
Os brasileiros se reúnem para irem juntos, e Gia arranja uma companheira de aventuras, e a primeira decisão é por "pura distração" se perder do grupo maior e acabar fazendo um reconhecimento de área mais abrangente para observar os integrantes da comunidade local.

A pontualidade da festa até assusta um pouco os costumes de Gia, pois começou e terminou exatamente na hora marcada, das 21:00 às 00:00.
00:01 e nem uma musiquinha, nem saidera, nem a última, nem um repeteco.

A aventura em questão se trata do retorno a casa, esse trajeto que é tema de tantos textos em várias linhas de pesquisa, seja antropológico ou religioso.

Esperar um ônibus da rede da madrugada que só passa a cada uma hora não é tão interessante assim, especialmente com um leve frio.
Logo, o que fazem essas duas em busca de soluções rápidas?
Pegam o primeiro ônibus que passa, não importa pra onde, o importante é que lá dentro está quente, e a conclusão é que se chegarem ao ponto final, pegam outro até amanhecer e o metrô voltar a funcionar.

A descida do primeiro ônibus que deu a volta ao mundo em três horas, levam estas pessoas a mais uma parada de ônibus, e mais uma espera,e por incrível que pareça (ou acaso, ou destino, ou Deus, ou seja lá o que for), o ônibus de casa eis que surge.

Um sorriso estampa a alma e a face de ambas, que sobem e conseguem um lugar aconchegante no bom ônibus. Tão quente, depois de esperar tanto, depois do cansaço, e ainda falta tanto pra chegar que ambas dormem. Isso mesmo: a consciência tranquila de Saramago, já que tudo estava resolvido, se tranformou em um sono que passou a parada de casa.

Quando os olhos se abrem, e Gia observa um lugar não conhecido, a amizade e companheirinsmo brotam nas frases seguintes trocadas num breve diálogo:
- Duas jumentas...
- Como foi que a parada passou?
- Desce, desce, esse é o ponto final
- O que eu fiz pra merecer pegar outro ônibus?

sim, mais um ônibus faz parte dessa busca pela casa, e Gia, muito inquieta pela necessidade da chegada olha pra companheira e diz:
- Também quando esse ônibus parar, e eu descer, eu vou correndo pra casa, literalmente correndo, tá muito friio.

A parada chega e o desempenho olímpico de Gia tem um ótimo desenvolvimento até que

... no meio do caminho tinha uma escada, tinha uma escada no meio do caminho...

o acidente foi certo, e a pressa em continuar a corrida sem nem olhar para o motorista e todos os passageiros era a melhor decisão a ser tomada. (madrugada e o ônibus estava lotado com pessoas que iam trabalhar, acredite ou não)

A companheira tentou ajudar, mas fazer o que se o ataque de riso impede algumas ações simples, enquanto Gia usava uma das melhores táticas criadas ara situações de crise: fingir que nada aconteceu.

Enfim, Gia chegou em casa, com o joelho afetado, mas a tranquilidade para dormir na hora certa.

6 comentários:

Apartamentos Esmeralda disse...

E oos portugas trabalhadores pensando "esses brasileiros malditos, vem pra europa encher a cara e sai por aí caindo nas esquinas!"

Eu consegui a PROEZA de voltar pra casa sem ter caído nenhuma vez.

Juro-por-deus!

Morro de orgulho.

Porque tu sabe, né.... Eu entro na briga elo troféu do caidor master.

Bjo.
Divirta-se!

Taísa disse...

Integração. =/

Inara Rosas disse...

kkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

só digo uma coisa!
ainda bem que teu joelho não é como o de raica, vc é uma pessoa normal.

E para as noites frias de inverno. Hot pockets, da sabia. Nem tão de bolso assim afinal seu joelho é normal.


beijãaao gia!
;**********************

Inara Rosas disse...

corrigindo. Da Sadia!

Anônimo disse...

Lembrei uma vez que eu passei direto na parada..minha companheira de viagem também dormiu..e nesse dia eu tava com uma crise de tosse..coisas da vida..se tava frio eu não lemro..mas eu tossia.

beijo.

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ri demais... RI DEMAIS!!

passei por algo parecido (ou até pior) aqui em bremen... mandei por email contado. Leia!

bjos, se cuida e continua atualizando!