sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Latino-americanos são otimistas

"Os latino-americanos são o povo mais otimista relativamente a 2008. A conclusão é de um estudo da GAllup International Association que diz que 56% acreditam que o próximo ano será melhor que 2007. Os cidadãos da Europa são aqueles com menos expectativas." (metro)

Gia sempre disse: povo triste esse.

sábado, 15 de dezembro de 2007

«Os Pássaros», de Alfred Hitchcock

Cena tão européia: uma praça linda, com lago, cisnes, pombinhos, velhinhos passeando, o sol timidamente aparecendo...

Gia adotou este comportamente por uma mistura de prazer e necessidade.

Era uma hora da tarde e o baquinho iluminado pelo sol espera por gia, que chega e depois de um ritual de acomodação (ligar o anti-socialator - MP3, separar o jornal do dia, etc) pega o seu sanduiche e começa a contemplar a vida.

Nesse momento, toda uma movimentação é percebida, os patinhos antes lindos e branquinhos que estavam circulando tranquilamente, param e olham para gia.
Existe uma comunicação entre eles, logo mais, alguns pombos começam a circular pelas proximidades. Gia começa a morder desconfiadamente o seu pão, e sente... sente... sente que eles estão se preparando para algo maior...

O medo vai tomando conta do ambiente, já que sabemos que patos(cisnes) são, às vezes, um pouco agressivos. A cada som do guardanapo eles se aproximam mais, a cena é, gia envolta de passaros e pombos observando minuciosamente cada movimento... ela pensa em levantar e tanger, gritar, sair, mas teme o pior...

E a cena de cisnes lindos na praça se transforma em pesadelo, e percepção da aparência deles muda com o tempo, e eless já não são tão bonitos, agora têm remelas, bibogas espalhadas pelo corpo, patas sujas, e aspecto agressivo... agora ela sabe onde Hitchcock estava para a inspiração de seu grande sucesso...
aposta como ele tentou ter uma refeição em qualquer praça de Londres...

mas voltando a realidade de gia.
sim, ela conseguiu terminar a refeição, sempre sem movimentos bruscos e temendo uma revolução; olhando pro fundo daqueles olhos...

a tática utilizada por eles (os cisnes):
1ª etapa - mandaram os mais bonitinhos, para ver se a ternura do olhar deles comovessem o frio coração de gia, não sabiam eles que ela estava com fome e não dividiria com ninguém
2ª etapa - mandaram os remelentos, para que o nojo a fizesse desistir da comida
3ª etapa - começaram as movimentações para uma abordagem física, e o grande circulo se formou, foi uma guerra fria de olhares

mas, eles perderam...
perderam...
perderam...

"dialógos"

alguém normalmente, entra, observa, olha para gia.

gia vai até lá e pergunta:
_ "Posso ajudar?"

ele responde, ela se concentra, ele repete, ela não entende, desculpe, mas fanho brasileiro já é díficil, imagine português.

ela: "sinto muito, um minuto, vou chamar outra pessoa"

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

missão dada, é missão cumprida

Um dia quiseram ver quem era o melhor: McGyver, Jack Bauer, ou Cap. Nascimento.

Chegaram pro McGyver e falaram: A gente soltou um coelho nessa floresta. Encontre mais rápido que os outros e você será considerado o melhor!

McGyver pegou uma moeda de 5 centavos no chão, um graveto e uma pedra e entrou na floresta. Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos em floresta e voltou no 3º dia com o coelho.

Daí chegaram pro Jack Bauer e falaram a mesma coisa. Ele entrou correndo na floresta e 24 horas depois apareceu com o coelho. Pediu desculpas porque teve que desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas químicas, escapar de um navio cargueiro que ia pra China e matar 100 terroristas pra chegar até o coelho.

Então pediram para o Cap. Nascimento ir buscar o coelho. Se ele demorasse menos de 24 horas ele seria o melhor.

No que ele respondeu:
- Tá de sacanagem comigo? Cê tá de sacanagem comigo??? O senhor é um fanfarrão! Você acha que eu tenho um dia inteiro pra perder com essa porra de brincadeira? Tu é mo-le-que! MO-LE-QUE!!!

Virou-se calmamente para a floresta e gritou:
- Pede pra sair!!! Pede pra sair cambada!!!Em menos de 5 segundos ja tinham saído da floresta: 300 coelhos, 20 jaguatiricas, 50 jacarés, 1.000 paca-tatu-cotia, o Shrek e o monstro-fumaça do Lost.
Daí ele gritou:
- 02, tem gente com medinho de sair da floresta, 02! 02, pega a 12!Nisso o Bin Laden saiu da floresta correndo e gritando: clemência... clemência .... !!!

(seu filho da puta, filhinho de papai, playboy safado isso foi um ctrl c+ ctrl v assumido de www.fotolog.com/vanessadlima)

comportamento X estatura

Dois momentos distintos:

1) o almoço silencioso de gia e lampião é interrompido pela seguinte observação:

Lampião: "olha, gia, olha, o tamanho daquela figura.."

(cara que tem cerca de 1,50 cm, aproxima-se)

Gia: (sem entender) o que foi?

Lampião: se eu tivesse nascido daquele tamanho eu já acordava chorando...


2) andando em busca da aula universitária:

Gia: "ai ai (suspiro pelo cara* logo a frente)

Lampião: "Tá vendo que se eu tivesse esse tamanho pegava todo mundo", "deus num dá asa a cobra"

*o cara: 1,80cm muito bem obrigada


Conclusão: a estatura está diretamente ligada ao tipo de comportamento adotado pela pessoa... mas cada um com seu cada um

Observação: Raica, eles choram?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

As quantificações de Karolina

Quantificar serve para limitar, oferecer exatidão, determinar aquilo que se considera contável, mas, e para o restante, não existirá quantificações???

Depois de 2 (duas) pernas e 1 (um) gingado, Karolina também quantifica o grau de efusividade de uma pessoa:

_" Será que quando a gente ouve música brasileira fica tão feliz quanto aquele cara ali ouvindo música do país dele? Quando a música começou a galera da mesma nacionalidade dele deu 1 (um) pulo e 1 (um) grito..."


Nem preciso falar que neste momento a imaginação de Gia é ativada e uma escala para efusividade é elencada:
Se for 1 (um) pulo e 1 (um) grito: Conhece a música
Se for 4 (quatro) pulos e 2 (dois) gritos: a música faz parte do TOP 10 pessoal
Se for 5 (cinco) pulos e 3 (gritos): é a música favorita
Se for 6 (seis) ou mais pulos e 4(gritos) ou mais gritos: definitivamente, alguém precisa de tratamento psicológico, não precisa ser feliz assim.


Nota: Gia odeia efusividade

domingo, 25 de novembro de 2007

Os dons que Deus oferece

A trajetória de gia pelo velho mundo traz alguns questionamentos filosóficos profundos para a sua mente...

depois de ter saído algumas vezes e tido a oportunidade de observar o comportamento das pessoas, sejam elas de que nacionalidade for (polônia, alemanha, república tcheca, entre outras)...
gia e sua cia de aventuras observam um desses importados tão feliz dançando e a pergunta é?

- " Por que Deus deu duas pernas e um gingado pra esse cara?, ele é tão lindo, não precisava"



Gia já imagina, aquela fila diante de Deus antes da descida para a terra e Ele com toda sabedoria dizendo:

- " Você terá olhos azuis, cabelo bom e loiro, altura, pele boa, uma nacionalidade descente, e..., quer mais alguma coisa meu filho?"

o cidadão podia se calar nesse momento e descer para fazer a felicidade geral da nação, mas não,... ele abre a boca e diz:
- " quero duas pernas e um gingado"

....
pra quê isso?? pra quê?? não tinha necessidade...
e agora o cidadão se auto sabota toda vez que ouve qualquer batuque e quer requebrar...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Estudo mostra visão estereotipada dos brasileiros entre portugueses


Uma pesquisa realizada na Universidade de Coimbra sobre a imigração brasileira em Portugal revela que, para os portugueses, a imagem das mulheres brasileiras está relacionada ao sexo e dos homens à falta de compromisso e à malandragem.

Para Benalva da Silva Vitório, autora da pesquisa, “a brasileira é vista como menina de programa”. Segundo ela, essa imagem está relacionada às campanhas de turismo promovidas fora do Brasil. “Acredito que isso tenha começado por causa da Embratur, que vendia o Brasil como um lugar de praias bonitas e mulheres sensuais”, disse à BBC Brasil.


De acordo com a pesquisa, a imagem dos homens brasileiros também segue estereótipos e revela uma visão negativa. “Os homens são vistos como malandros, que fazem muito barulho e não cumprem compromissos”, disse a autora.


O estudo é resultado da tese de pós-doutorado da brasileira Benalva Vitório. O estudo foi publicado no livro “Imigração Brasileira em Portugal – Identidade e Perspectivas” lançado em Lisboa em novembro .


A pesquisa ouviu 50 brasileiros em cinco regiões de Portugal – Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Algarve. Além das entrevistas, a autora pesquisou artigos veiculados na imprensa portuguesa sobre os imigrantes brasileiros e outras formas de representação de brasileiros no país.


Perfil
A pesquisa aponta ainda uma mudança no perfil dos imigrantes brasileiros em Portugal a partir da década de 90, quando, segundo a autora, a instabilidade econômica gerada pelo Plano Collor provocou a ida de muitos brasileiros de classe média e alta para Portugal. “Foi a época dos dentistas, publicitários e informáticos”, exemplificou.


Segundo ela, atualmente o perfil é diferente. A maioria dos imigrantes brasileiros trabalha na construção civil, no comércio, em restaurantes e no serviço doméstico e em atividades que não exigem qualificação.


A maioria dos brasileiros ouvidos na pesquisa afirmou que estaria morando em Portugal por pouco tempo. “Eles vêm fazer um pé-de-meia e vivem com a idéia de voltar. Todos se dizem passageiros da chuva”, diz a autora.


Choque cultural
De acordo com o estudo, os brasileiros que emigram para o país não conhecem a cultura portuguesa e pensam que, devido à língua, Portugal é como o Brasil.


Para Benalva, a falta de conhecimento dos brasileiros sobre Portugal se deve, em parte, ao ensino das escolas brasileiras. “Na escola, estuda-se até a independência. Passou de 7 de setembro de 1822, acabou. Não ensinam a geografia ou a história dos dois países”, afirmou a autora.


Ela conta que o primeiro choque cultural acontece ao chegar a Portugal, quando os imigrantes enfrentam as primeiras diferenças. Segundo a autora, muitos chegam sem noções básicas sobre a economia do país e sobre a tramitação necessária para se obter documentos.


“É muito difícil admitir que a idéia foi um erro, que não está dando certo. Por isso, os imigrantes se submetem a qualquer situação. Muitos vivem em condições mínimas de sobrevivência”, relatou Benalva.


Numa das entrevistas publicada no livro, um dos brasileiros, identificado pelas iniciais J.C., conta que passa a maior parte do tempo trabalhando. “Aqui a gente trabalha até 19 horas por dia”.
A pesquisa revela também que há diferenças no tratamento recebido pelos brasileiros e por imigrantes de outras nacionalidades de língua portuguesa, principalmente os de origem africana.
“No princípio, sinto-me rejeitado porque sou negro”, conta o brasileiro identificado como W.B. “Depois que eu falo e os portugueses percebem que sou brasileiro, isso muda. No trabalho, ao lado de angolanos, cabo-verdianos e moçambicanos, eu sou mais bem tratado do que eles, pelo fato de ser brasileiro”, admitiu.

FONTE:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/11/071120_imigracao_np.shtml

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

mendigos do velho mundo

atravessando a estação do metro, gia percebe um agradável som que ecoa pelo corredor.
Um saxofone que se destaca em meio a correria das pessoas, e vêm de um mendigo muito bem aquecido (talvez um pouco mais que gia), e uma caixa no chão (talvez com muito mais euros que gia).

e ela que pensou em algum momento ganhar trocados com qualuqer pandeiro vagabundo, acho que terá que ter aulas de celo com rosas.

FOFA???


"Amiga e Dra. Vodca, preciso da ajuda de vocês.
Desde a semana passada, pego-me, recorrentemente, pensando em uma conversa que tive com uma amiga no templo do ócio, o msn, estávamos escolhendo cortes de cabelo para ela, pois o meu de tão cortado tornou-se inviável para o mundo das tesouras - só me resta deixar crescer... Bem, mas o que interessa é que durante esse diálogo ela me disse palavras que ecoaram malditamente em meus ouvidos e destruíram minha auto-estima: vc é fofa, fofa, fofa, fofa!!
E agora eu estou em crise, não me acho fofa e faço de um tudo para fugir desse txipo mocinha de novela das seis, mas será que é inato?? Vou mandar uma foto em anexo para que vc, para que com sua opinião autorizada e competente declare minha irremediável síndrome fofística ou me livre desse estorvo para sempre.
Ass: sônia, ou bel, ou helena, tanto faz a mocinha"
_____________________
Querida Regina Duarte,
Fofo é o passado de Nicole Richie.
O que as pessoas chamam por aí de fofura não pode ser confundido com ternura. Meninas fofas são conhecidas também como “meigas”. Geralmente são aquelas que começam a dar em cima do namorado da melhor amiga sem que a coitada nunca nunca nunca note. Meninas fofas são ardilosas. Já viu alguma mocréia grosseira roubar o namorado de alguém? Ou melhor: já viu algum cara trocar sua menina meiga (geralmente também aquela que bota gaia com discrição ímpar) por uma outra independente, autêntica e divertida?A culpa é também do gosto dos meninos por essa raça.
Sempre tenho a impressão de que meus amigos escolheram errado. E tenho a impressão de que a maioria das minhas amigas está perdendo tempo com um cara que passa a maior parte do relacionamento tentando deixá-las algo mais dóceis. E isso acontece porque elas não são fofas. Porque eu não tenho amigas fofas. Nem estou mais interessada, obrigada.
Ternura, generosidade e bom humor são ingredientes que, juntos, facilmente fazem a dotada de tais qualidades ser confundida com uma “menina fofa”.
Me poupe.Meninas meigas terminam um relacionamento por Blackberry – vide Britney, a menina mais meiga dos anos 00. Meteu uma bela gaia em Justin, começou a rebolar o pandeirão nos clipe tudo até que... arrumou alguém tão “fofo” quanto ela. Kevin Federline “largou tudo” pra ficar com Britney e deu no que deu. Ela achou alguém tão esperto quanto ela.
Agora preste atenção em Christina. Christina erra. Christina é terna (ó!, tem até duplo sentido essa expressão). Christina se fudeu muito nessa vida simplesmente porque achava muito mais interessante ser ela mesma do que ser fofucha. Tirou a roupa, gravou um disco e acabou achando um bofe que não estava interessado em mudá-la. E se tudo isso for mentira, pelo menos foi pressuposto prela gravar um discão. Isso tudo sem contar que Xxxtina continua magra e não tem que mostrar a xoxota pra chamar a atenção alheia.
Meninas fofas que vão pro inferno – e deixem nossos namorados em paz.
Antes de tudo, querida, nós mesmas.
Beijos,
Dra. Vodca
(créditos para rosas)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

o frio e suas reações

definitivamente Gia é uma garota tropical que adora o sol e o calor...

Diálogo entre Gia e Your Lady Boy:

Gia: Já vou, tenho que ir, sentir o que eu mais "gosto" : FRIO

Lady Boy: tá frio?

Gia: de noite e de manhã cerca de uns 11 graus (o que não é frio para o que me espera), mas eu já falo e sai fumaça (e lembre-se que eu não fumo), e de repente os dedos das mãos ficam dormentes e eu começo a me bater como reação à hipotermia. Lá no final eu vejo um ônibus e rezo pra ser o meu.

Lady boy: quando você tá com frio faz o que?? BEBE??

Gia: quando tem bebida, eu bebo. quando não.. eu pulo, sinto dor, assopro a minha mãe, dou aquele sorriso travado, afinal de contas tenho que manter a clase e evitar que todos me vejam quase deslocando o maxilar da tremedeira, e subo em qualquer ônibus, independente do destino só pra me esquentar...


p.s.: as falas de Gia merecem sempre descontos

8ª Festa do Cinema Francês

semana após semana e sempre uma ótima programação...

posso dizer que isso ERA um sonho de consumo de Gia...

o conjunto de Festa + Cinema + Francês + FRANCESES ....
(Gia não fará mais comentários)

(cut and paste) "É um festival de antestreias. Um fogo de artifício de longas-metragens, 28 ao todo, que apresenta as mais importantes obras francesas do ano. Filmes para o “grande público”, mas também filmes independentes, primeiros filmes, de todos os estilos e géneros, apresentados pela sua qualidade, originalidade, modernidade e potencial comercial. " ( http://festadocinemafrances.blogspot.com )







quinta-feira, 25 de outubro de 2007

multi significados

a significação dada para símbolos e palavras reflete bastante o comportamento


este, geralmente apresenta apenas um: as necessidades fisiológicas clamando para seguir o curso natural.

Mas a multi significação existe, na europa, a frase: vou ao banheiro carrega algo mais...

, na verdade, opções....

ou você irá realmente utilizar aquela saleta, ou simplesmente beberá água.

No início, para Gia, era um pouco constragedor, ir ao banheiro e beber água, esperava sempre que não houvesse ninguém e se reprimia um pouco, mas um belo dia, aquela executiva de terninho e cabelos escovados, lindamente abre a torneira e dá aquelas goladas.

Moral da história: Gia jamais se reprimirá!!!

p.s.: mas continua engraçado, olhar pro amigo e ouvir:

- vou beber água

e vê-lo entrar numa porta que indica sanitários.

sábado, 13 de outubro de 2007

segundo Saramago, a consciência tranquila leva a um sono tranquilo

Calourada unificada de Lisboa (eu sei que isso soa um tanto quanto tosco) faz parte da agenda cultural da cidade e Gia, como seu intuito de participar dos hábitos locais vai lindamente para o tumulto com sei lá quantas mil pessoas.
Os brasileiros se reúnem para irem juntos, e Gia arranja uma companheira de aventuras, e a primeira decisão é por "pura distração" se perder do grupo maior e acabar fazendo um reconhecimento de área mais abrangente para observar os integrantes da comunidade local.

A pontualidade da festa até assusta um pouco os costumes de Gia, pois começou e terminou exatamente na hora marcada, das 21:00 às 00:00.
00:01 e nem uma musiquinha, nem saidera, nem a última, nem um repeteco.

A aventura em questão se trata do retorno a casa, esse trajeto que é tema de tantos textos em várias linhas de pesquisa, seja antropológico ou religioso.

Esperar um ônibus da rede da madrugada que só passa a cada uma hora não é tão interessante assim, especialmente com um leve frio.
Logo, o que fazem essas duas em busca de soluções rápidas?
Pegam o primeiro ônibus que passa, não importa pra onde, o importante é que lá dentro está quente, e a conclusão é que se chegarem ao ponto final, pegam outro até amanhecer e o metrô voltar a funcionar.

A descida do primeiro ônibus que deu a volta ao mundo em três horas, levam estas pessoas a mais uma parada de ônibus, e mais uma espera,e por incrível que pareça (ou acaso, ou destino, ou Deus, ou seja lá o que for), o ônibus de casa eis que surge.

Um sorriso estampa a alma e a face de ambas, que sobem e conseguem um lugar aconchegante no bom ônibus. Tão quente, depois de esperar tanto, depois do cansaço, e ainda falta tanto pra chegar que ambas dormem. Isso mesmo: a consciência tranquila de Saramago, já que tudo estava resolvido, se tranformou em um sono que passou a parada de casa.

Quando os olhos se abrem, e Gia observa um lugar não conhecido, a amizade e companheirinsmo brotam nas frases seguintes trocadas num breve diálogo:
- Duas jumentas...
- Como foi que a parada passou?
- Desce, desce, esse é o ponto final
- O que eu fiz pra merecer pegar outro ônibus?

sim, mais um ônibus faz parte dessa busca pela casa, e Gia, muito inquieta pela necessidade da chegada olha pra companheira e diz:
- Também quando esse ônibus parar, e eu descer, eu vou correndo pra casa, literalmente correndo, tá muito friio.

A parada chega e o desempenho olímpico de Gia tem um ótimo desenvolvimento até que

... no meio do caminho tinha uma escada, tinha uma escada no meio do caminho...

o acidente foi certo, e a pressa em continuar a corrida sem nem olhar para o motorista e todos os passageiros era a melhor decisão a ser tomada. (madrugada e o ônibus estava lotado com pessoas que iam trabalhar, acredite ou não)

A companheira tentou ajudar, mas fazer o que se o ataque de riso impede algumas ações simples, enquanto Gia usava uma das melhores táticas criadas ara situações de crise: fingir que nada aconteceu.

Enfim, Gia chegou em casa, com o joelho afetado, mas a tranquilidade para dormir na hora certa.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

sungas

23.9.7

praia de carcavelos, maior solzão, botar biquine e pegar uma cor...

Uma programação normal, especialmente pra quem é Made in Brazil, e mesmo pra Gia que tem um pouco de problemas com o sol (as vezes, quer ficar morena de uma vez só).

Óculos escuros, canga e todo o charme brasileiro. Pagar de gatinha e ir dar um mergulho.

Neste momento tão sexy, o que se sente é a dor, isso mesmo: DOR. A água é tão fria, que as sensações envolvidas em menos de 5 segundos são Dor e Dormência. Seria capaz de perder um membro e nem sentir, e a história de tentar fazer xixi pra esquentar é pura balela. Tudo travado da silva. (Não que Gia tenha tentado, mas isso fez parte da pauta elencada pela turma)

Mas Gia nesse momento tem um sorriso no rosto, aquele sorriso travado é claro, para ninguém perceber a freqüência com que seus dentes se chocam.

O rápido mergulho (ela tem medo da hipotermia) acaba e ela vai rezar baixinho para o sol fazer bem o que ele sabe, esquentar. Mas nesse momento de percepção do mundo exterior é que ela observa a moda. Ai, a moda. Isso mesmo "forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear", segundo dicionários. A questão a seguir vai se deter especificamente sobre o que diz respeito a vestir e ao vestuário masculino.
A famosa moda masculina nas praias: a sunga.


As sungas mais toscas que Gia já viu na vida, mas os olhos dela se prenderam a especificamente duas:
1. tipo asa delta de sunga bem cavada nos cantos, numa cor azul que foi lavada varias vezes, e Gia não teve como deixar de franzir a testa e dizer: que porra eh isso hein?!?!
2. tipo aqueles sungão (short), bem acochado, mas com a cintura lah em cima e não sabe-se como , mas dava pra ver o coro do ovo do cara... e essa situação é como uma espinha bem amarelada no meio do nariz - por mais que se tente tirar o olho e desconcentrar, o olho sempre acaba ali... e a cena era, os olhos de Gia pousando sem querer naquele corinho... mais um pouco e o cara ficaria excitado (ele não percebeu)
mas as perguntas são:
- Que dhiabo de moda é essa?
- O que fazer quando seu olho não obedece?
enquanto não se tem a resposta. Gia volta pra casa, sem queimaduras de terceiro grau.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Gia - Porque eu posso ser quem eu quiser...

21.9.7

mundo novo (paradoxo, afinal, aqui é conhecido como o Velho Mundo), vida nova
e como já disse um grande sábio Tiago Dantas: eu posso ser quem eu quiser

Gia desembarcou no aeroporto de Lisboa, e agora neguinho, ninguém segura...

sabe qual a resposta que ela deu a pergunta
" onde porra eu tô? "...
- " Não importa... será o melhor"

e ela saiu, encontrou uns conhecidos e foi pra o Velho Mundo, querendo olhar cada prédio, cada ruela, cada pessoa, cada carro, cada sotaque, cada diferença e cada igualdade, sem parecer é claro, uma tabaca lesa, afinal, estamos falando de Gia, uma abusada...

O fluxo levou-a para o Mosteiro Santo - O novo, que seria um tanto indescritível de tão grandioso e receptivo. Uma residência universitária que funciona com quartos duplos, triplos, ou quádruplos, cozinha compartilhada (lá na puta que pariu), visitas regulamentadas, e muito muito muito longe da universidade... (mesmo levando-se em consideração a rede de trasnportes -metro e ônibus - do primeiro mundo)...

mas o ritmo era de não posso parar - não posso parar (slogan by rosas), e a ida até a universidade para o cadastramento e burocracias mostra que talvez seja necessário outro lugar...

e a saga começa:
. comprar jornal
. selecionar apetamentos
. ligar
. sofrer bloqueios (alguns já alugados, outros jamais seriam para estudantes)
. marcar visitas
. visitar
. ver o lugar perfeito
. fechar negócio


quando ela volta ao mosteiro para fechar a mala que nem dessarrumou e dormir antes de se mudar é que mais uma vez os pensamentos teimam em aparecer, as impressões de um dia no Velho Mundo* e lembranças boas fazem ela dormir...

*as impressões de um dia no Velho Mundo:
beleza rústica, beleza moderna, gente linda, mas também os sempre feios, muita gente velha, alguns que fedem, muita coisa normal: roupas normais, trânsito normal , pessoas simpáticas e pessoas hostis, o sotaque é um pouco engraçado, e a concentração é boa para o bom entendimento. O céu estava um pouco cinza, mas Gia não liga pra isso, porque pra ela tudo é colorido...
e ela também sabe que todas essas impressões mudarão dia após dia, algumas serão melhores, outras piores, outras só mudarão.

Vamos ver o que o tempo guarda.

Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo pra ir

19.9.7

(rima no começo é de lascar)

a necessidade de crescer as vezes nos põe em lugares antes jamais imagináveis...
após uma seleção qualquer de pessoas que iriam para Europa ter uma oportunidade de estudar, o tempo passou rapidamente e quando ela percebeu, estava em uma véspera de viagem arrumando as malas e com as pessoas mais incrivéis...

Na mala além de todos os melhores rabujos e a certeza de estar esquecendo um monte de treco que só será lembrado no destino, o que temos presente nela é um leve frio na barriga, e muito fingimento de coragem de enfrentar o mundo...

o aeroporto está esperando (doce ilusão de que ele espera por alguém), e a lucidez de tentar gravar cada detalhe das ultimás 24 horas numa memória eterna é o que angustia um pouco.

Ela fez recapitulações breves:
- "Arrumei a mala, abracei os amigos, liberei um pouco de cancêr, fiquei com a família, acordei cada um com o que tinha de melhor em mim, almocei frango com macarronada, fui organizada pelas irmãs, fui a última a fazer o chek-in (aliás, quase tive que perder a classe e correr pra não ser bloqueada), e agora?!.... aquilo láááá´em baixo é Recife? "


O avião podemos dizer que quase foi fretado pra um a galera da mesma cidade que foi fazer o mesmo, talvez não com os mesmos sentimentos ou desejos, mas o que importa é que estão lá...
serviço de bordo da TAP é bom, mas nada que consiga controlar uns 20 universitários brasileiros cheios de impaciências...
a comida é boa, mas o medo de ter aquele velho e conhecido dessarranjo intestinal (vulgo: caganeira), limita algumas pessoas.

Ela tenta conversar com todos e não pensar no que está acontecendo (se distanciado cada vez mais de tanto que significa para ela), e consegue...
muita conversa, filme (o quarteto fantástico) , música (jorge ben), vinho (português, afinal dizem que são os melhores, porém, nada que os pebex do Brasil deixem a desejar), suco (de laranja, pois as melhores são exportadas pra europa e o Brasil fica só com o bagaço)...

O pouso é muito rápido e o fluxo a leva para o efeito manada (seguir todos), e passar alfândega (é igual esperar a liberação do cartão de crédito, por mais que saibas que não existe problemas, até que apareça a resposta positiva existe o travameto da respiração)...

O que dizer do povo brasileiro.... os mais prevenidos possíveis....
do nada surgem várias bandeiras brasileiras, pessoas se juntando e flashes, muito flashes...


cada um seguindo seu rumo e as respectivas conexões, e ela se vê do lado de fora do aeroporto, sem reserva num muquifo que seja, sem telefones de contatos, e o pensamento dela:

-"onde porra eu tô?"
mas esse pensamento com muita classe é claro, e um sorriso na face: afinal ela é Gia - made in Brazil.